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segunda tentativa... anos depois... na pandemia... pq não?

Abastecendo meu "diário para o não enlouquecimento quarentenário" falando de um fracasso senti vontade de voltar aqui e me deparar com outro fracasso... pra deixar registrado meu percurso... quem sabe um dia isso renda risadas, ou ao menos sirva pra esfregar na cara de quem acha que não tenho direito à mágoa, dor, falha... por achar que tenho de sobra (e muito provavelmente de forma não merecida) o que lhe faz falta. Me contentarei com o plágio de mim do curto desabafo de hoje... pra não gerar expectativas (em mim) que muito provavelmente serão frustradas. 14/07 Por que é tão difícil fazer esse movimento na direção de sanar tuas falhas? Será pq a gente despe a armadura, fica vulnerável e espera uma empatia e reconhecimento que não vêm, ou que não são suficientes... será que é porque as pessoas apontam defeitos só pra ter o que jogar na cara mas quando tu tenta fazer algo diferente sequer notam ou reconhecem? Tendo uma crise de choro agora por ser uma pessoa difícil de...

quero... vou.

Quero voltar... sinto que preciso voltar... então por que essa tela, a coca cola e o cigarro não remontam a mesma atmosfera de alguns anos? Se a angústia me sente da mesma forma, se o vazio ainda se confunde com a linha branca imaginária que aos poucos luto para consumir... por que os dedos não correm frenéticos como antes? Porquês para uma página em branco não me levarão a lugar algum então qual o sentido de continuar perguntando... esses loopings que a nossa mente dá... quando começo a me questionar dessa maneira me sinto em filmes sobre viagem no tempo... ciclos eternos de "se's" sem conclusões... objetivo ou ponto final. Pode não parecer, mas até que está tudo bem. Não quero me reinventar, quero me redescobrir e é por isso que quero voltar... por isso desculpem a falta de prática... a falta de jeito... mas vou do jeito que der... esse refúgio já foi meu porto seguro, talvez meu melhor amigo, certamente o melhor ouvinte e a ponte para que eu pudesse ler meus próprios...

(in)Vente-me

Minha simples aparição por aqui já denuncia o estado de espírito. Acho que aprendi a conviver com a calmaria que tanto temia... mas não sei ainda ao certo o quanto me perdi nesse processo. Tudo que sei é que, por mais venenosa que fosse, a montanha russa me movia, viver no limite por muito tempo me definiu.... até que ultrapassei a linha, e precisei buscar paz. Encontrei, e por boa parte do tempo nela vivi, claro que não perene, não constante, mas foi o único período em que pude usar essas palavras para tratar da minha vida, sem sarcasmo. E o que fica agora? O vazio não foi embora... pelo contrário, ele ainda me consome, apenas em notas diferentes. Não me reconheço no espelho nem nos atos... busquei a página em branco, na lembrança da urgência já vivida de vomitar palavras para decifrar os próprios sentimentos... mas eles parecem cada vez mais profundos, enquanto o que se manifesta nos meus olhos, na minha pele, é uma ânsia de não sei o que, a prévia da explosão ou implosão... a minh...
Minha última postagem, mais uma prova para posteridade de meus equívocos. Nunca passei por aquele término, em relacionamentos amorosos,  em que a criatura se pergunta "pq". Fica dias, meses..  Revivendo momentos, buscando justificativas,  zapeando sentimentos como raiva, culpa, solidão...  Fico feliz por não ter namorado covardes. Meus namoros viveram e morreram com conversas francas. Já as amizades... Me pergunto o que leva alguém a ser tão leviano... Preferir se afastar, evitar confronto... Entendo essa postura com pessoas neutras na tua vida, ok, elas não valem o transtorno...  Agora quem segurou tua barra quando tudo que tu sabia fazer era chorar, segurou tua mão,  teu copo,  tua onda, teu cabelo... Por mais de ano? Ou quem dividiu ap ctg, contas, desabafos de madrugada... Tenho tantas histórias dessas que espero rir um dia por não ter percebido antes quão simples e patético seria reconhecer e evitar essas armadilhas.  Tenho tantas histórias...

ensaio sobre amizade.

É apenas mais uma entre poucas e sonhadas liberdades. É se libertar das exigências da polidez... Se iria até o inferno contigo é porque sua companhia faz o lugar se tornar indiferente e porque sei que minha companhia te faz bem também. Se encaro teus problemas contigo é porque aprendo tanto com teus erros e acertos que se tornam nossos. Te digo não quando o meu querer é mais importante que o teu. Mas meu querer jamais estará acima do teu precisar... e sei que a recíproca é verdadeira. Porque a amizade sabe dosar por conhecer... jamais por educação.
E o "por fazer" continua sendo apenas uma enumeração, das vírgulas saem fumaça e o olhar não mais fita o horizonte... quem dera me contentasse em mirar uma linha inatingível na esperança de algo concreto... quem dera concreto me fosse algo mais que asfalto.
Escrevo sempre com saudade sobre o tempo que essa página clara, esperando por ser preenchida, era meu porto seguro. O amigo leal, confidente, só péssimo conselheiro, mas... afinal... ninguém é perfeito. Mentia pra mim acreditando que não mais o visitava porque a vida estava diferente, mais calma... e que eu estava mais centrada, como boa amiga ingrata o havia abandonado pois a necessidade dele havia se perdido no tempo. Mas não... continuo a mesma problemática de sempre, instável, inconstante, frustrada... continuo a mesma bagunça, mesmo sem a montanha russa. O que passou talvez tenha sido a capacidade/vontade de racionalizar ou de expor. O que passou foi a facilidade da quase felicidade e alívio diante de palavras vomitadas de qualquer jeito entre cigarros e copos de coca. O que passou foi a sensação de justificação por ser "diferente", afinal... o normal é um tédio. Não que hoje eu prefira o tédio... apenas cansei de fingir que o diferente tem necessariamente um lado...