Conversas

Tive conversas ótimas entre ontem e hoje com pessoas importantes pra mim. Ouvi tudo que eu já sabia mas que precisava ouvir pra ver se entra nessa cabecinha de porongo. Me surpreendi falando algumas coisas que eu pensava ter que me convencer e que na verdade já estou convencida. Vou cuidar mais e melhor de quem cuida de mim. Vou aceitar minhas fragilidades e parar de encará-las como fraquezas, fraqueza é se esconder. Mais ainda quando é de si que que esconde.
Vou encarar meus desafios e propostas de peito aberto mas pra fazer isso não preciso me expor a quem só quer apontar dedinhos leprosos na direção de qualquer um pra não pensar na própria doença ou daqueles que se alimentam da tristeza alheia pra tentar se sentir mais digno ou menos deprimente.
Perdi aquele medo absurdo dos planos. Quero perder muitos outros, mas com calma. Não vou me atropelar mais. Até porque não quero atropelar mais ninguém pra tentar ser feliz, sei que no final eu também pago a conta, pelos meus julgamentos, pela minha consciência não pela dos outros. Meu maior julgador sou eu e faz tempo que não ando em paz com ele.
Não quero queimar livro nenhum, nem virar página nenhuma, minha vida não é uma linha reta mas também não é feita de etapas com início, meio e fim, tudo se mistura e o resultado final é quem eu sou a cada dia, o que penso, o que sinto a cada dia são um somatório de tudo que eu fiz e que fizeram pra mim.
Realmente misturo demais razão com emoção mas vou tentar encontrar um equilíbrio nessa mistura que e afaste do "cabecinha fraca" que sou hoje.
Quero primeiro saber bem quem eu sou pra depois tentar aprender a gostar de mim e não da imagem que as pessoas projetam. Isso é frágil demais.

Bom é isso, quem quiser começar ou continuar a expressar seu ódio aqui, fique à vontade mas saiba que no geral não surte mais efeito. Quem quiser saber minha versão da minha vida fique à vontade para perguntar, o que não quer mais dizer que terá resposta, mas quando se quer não custa tentar né?

Não sei o que se fará desse blog mas não sinto vontade de abandoná-lo. Não agora. A única certeza que tenho agora é que vou cuidar de mim e daqueles que sei que me amam e me cuidam. Ao resto só desejo que aprendam a cuidar mais de si e que sejam muito felizes.

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