Dislexia.

Não estou conseguindo sequer ligar as letras com coerência, que dirá formar frases com algum sentido. A recarga de energias que a chuva geralmente me traz não foi suficiente. Chuva breve demais diante da extensão de tudo que me suga.
Em um aspecto as coisas estão acontecendo como eu gostaria. Tirando o cansaço físico e a tensão pré concretização dos planos, está tudo indo muito bem.
Queria conseguir me apegar ao lado bom da vida. Mas os problemas sempre tem um peso maior. O copo insiste em estar meio vazio.
Meu destino me mima... muitas vezes, mas também me coloca à prova de uma forma... às vezes acho que ele pensa que tenho peito de aço! E minha vida segue nas minhas proporções... extremos vividos ao mesmo tempo.
Estou há uma semana com a cabeça dando voltas. Vivendo momentos de desespero intercalados entre fugas, algumas eficientes, outras nem tanto.
Tudo caminha pra uma decisão bem complicada de se tomar.
Mas vamos lá. De algumas coisas não há como fugir. Eu encaro mais essa! Já ouvi pessoas demais, pessoas que respeito, falando de uma tal força que sentem em mim. Me mostrei extremamente fraca, não faz muito tempo. Eu cai. Cai feio. E enquanto vou levantando, vou sendo bombardeada. Vai ver a tal força que eles falaram está justamente em não querer ficar na lona. Mesmo diante do bombardeio. E olha que conheço muitas guriazinhas que estariam berrando no meu lugar. To aguentando no osso. Sozinha. E se for preciso, resolvo, sozinha. Tenho pessoas a quem recorrer, ombros pra chorar, ouvidos pra fazer de pinico. Mas no fim, cada um que leve suas cargas. Isso é crescer meu bem. E ninguém nunca disse que era fácil.

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