livros no quintal

... e choveu!

Foi tão gostoso sentir aquela brisa da (pré) chuva que nem pensei em nada. Fui resolver as coisas que tinha pra resolver enquanto me deixava sentir, depois da noite mal dormida por causa do calor era tudo que eu queria.
Estava fazendo comida... BLAM subo correndo. Porta detonada, minha cama e edredon ensopados, carpete nem se fala. ARGHHHHHH
Eu sou alucinada por chuva! Se for temporal então, melhor ainda. Mas isso foi realmente desnecessário. Ando tão anestesiada que não penso no óbvio. Pareço uma criança que não pensa nas consequências das coisas. E sabe o que é mais bizarro? Isso nem está me incomodando tanto. Tá que a porta vai ser uma dorzinha de cabeça a mais... mas... acontece. Foda-se.
Tenho a sensação de que nada é capaz de realmente me incomodar por muito tempo.
Hoje comecei o remédio novo. Estava há algum tempo sem tomar nada por causa dessa função de brincar de cobaia.É o jeito, cada um responde de uma forma diferente a tudo na vida, e com medicações não é diferente. Ando tão desligada que vou ter que me policiar pra notar as diferenças e efeitos. Tenho um exame pra fazer que estou adiando há tempos por causa dessa dificuldade pra dormir. Logo tudo se resolve. Está tudo caminhando pra isso, só preciso ser paciente.

A vontade que tenho agora é de colocar um colchão no terraço e deitar na chuva. Só sentir suas gotas lavarem minha alma. Deixar que a água leve embora as frustrações e mágoas que continuam comigo. Ontem mandei um e-mail encerrando um assunto que ainda estava pendente na minha cabeça. Não posso dizer que não estou triste com isso. Mas sei que não há mais nada que eu possa fazer, vai ser mais uma coisa que vou ficar sem entender e tocar o barco.
Estou arrumando a casa. Nem sempre tem espaço pra tudo nos lugares que gostaríamos. Algumas coisas queridas se quebram/perdem nas mudanças. E a vida continua. E a casa não deixa de se tornar um lar por isso.

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