Desigual
E meu corpo encontrou uma forma, um tanto primária mas eficaz, de me manter enclausurada. Aproveitei pra reconhecer melhor o terreno, batizar os meus territórios, me acertar com os felinos. Mas um dia bastaria. Na verdade seria mais que suficiente e ele se encerraria já na agonia pela minha fuga preferida. Mas não. Meu corpo de deleitou no prazer de me controlar através da garganta e, por ela, me priva dos meus prazeres eventuais. Sinto corpo e consciência em um duelo absurdamente desigual.
O prazer de uma tragada nunca me despertou tamanho interesse. Claro, eu nunca me dava o tempo de desejar para depois ter.
As paredes do meu quarto de movem, aproximam-se de mim quase me prendendo em um caixão, depois recuam, lentamente, mas não voltam ao ponto inicial, ficam cada vez um pouco mais próximas, como que se divertissem com a morte lenta.
Tudo isso por ser privada de um simples querer. É assim que me perco. Sou escrava das minhas vontades e extremamente imediatista. Sei que já disse isso várias vezes, mas é frase que me define, se é que é possível definir alguém.
Enquanto isso vou buscar o equilíbrio entre dar ao meu corpo o isolamento e a prostração que ele tanto deseja e a meu âmago as fugas que ele necessita.
O prazer de uma tragada nunca me despertou tamanho interesse. Claro, eu nunca me dava o tempo de desejar para depois ter.
As paredes do meu quarto de movem, aproximam-se de mim quase me prendendo em um caixão, depois recuam, lentamente, mas não voltam ao ponto inicial, ficam cada vez um pouco mais próximas, como que se divertissem com a morte lenta.
Tudo isso por ser privada de um simples querer. É assim que me perco. Sou escrava das minhas vontades e extremamente imediatista. Sei que já disse isso várias vezes, mas é frase que me define, se é que é possível definir alguém.
Enquanto isso vou buscar o equilíbrio entre dar ao meu corpo o isolamento e a prostração que ele tanto deseja e a meu âmago as fugas que ele necessita.
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