devaneios na nothing box

Às vezes eu queria poder pegar minha consciência e colocá-la em um doc de word. Apagar algumas partes inconvenientes, deixar em negrito outras... formatar e colocar de volta em algum lugar especial entre o emaranhado de conexões absurdas e ilógicas que compõem o cérebro feminino.
Meus conceitos viajam de um extremo a outro e me perco entre atitudes divergentes seguindo "a onda do momento". No fim das contas, não mudei tanto assim. Tento me convencer de algumas "verdades" por mim conhecidas a duras penas, mas simplesmente não consigo colocar todos no mesmo saco. Não consigo deixar de acreditar que algumas pessoas merecem um respeito e cuidado especial. O problema é que esse respeito fere. Não sei fazer de outra forma. Não sou boa com as palavras. Sou pior ainda com sentimentos.
Não passo de um rascunho de idéias e conceitos. Rabiscos extremamente práticos tatuados em uma essência absolutamente passional e auto-destrutiva.
E por que diabos alguém abre o peito pra um "ser" assim? Tá ai uma coisa que não consigo entender. Eu transpiro mediocridade (ultimamente é claro, não posso acreditar que foi sempre ou que sempre será assim). Estou confusa. Me reconstruindo aos poucos. Adotando idéias e ideais que só me servem para preencher lacunas que mais parecem abismos. Fujo toda noite de mim mesma. Tento manter meu consciente adormecido quase todos os dias. Me perco buscando não me encontrar por muito tempo, por mais que eu saiba que esse encontro é o que mais preciso. Vivo minha liberdade a cada segundo justamente por viver algemada em minhas limitações.


Sérgio- diz (01:18):
*aparentemente já ergueste um muro cinza ao teu redor,e o nome do muro é Descrença Desconfiada da TRISTEZA silva
Priscila diz (01:22):
*uahuahuahauhauhauhuah não ergui um muro em minha volta... pois se fosse assim apenas quem estivesse de fora não poderia enxergar através dele
*me permiti hibernar.
*praq nem eu mesma possa tomar conhecimento de mim por um tempo.

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