retalhos

Bom, não daria pra colocar todos os acontecimentos/sentimentos relevantes dos últimos dias.
Então, bora fazer o de sempre! Vomitar frases e pensamentos aleatórios conforme forem surgindo na esperança de que algo faça sentido.

Primeiro ponto. A atração que o desprezo/indiferença/ausência causa nas pessoas, é algo que dá muito pano pra manga. Eu já havia percebido isso claramente em términos de relacionamentos, geralmente se percebe o quanto se gosta de alguém quando a pessoa se foi ou está com o pé prontinho pra ir. Mas essa coisinha bem humana de se valorizar aquilo que falta está em todos os lugares. Dos mais banais aos mais aterradores. E pra quê falar nisso? hummm ... er... sei lá. Apenas mais um ponto comum.

Ok. Next.

Covardia é a palavra da vez. Mas pela primeira vez ela me fez bem. Me senti uma gigante que se importou com uma formiga por causa de alguma ilusão de ótica maluca. Foi ótimo. A tal mentira idiota e infantil que descobri foi capaz de me afetar apenas pelo tempo em que me questionei se seria verdade. Ego ferido machuca. Depois me rendeu boas  gargalhadas. Não há dúvidas de que ele é um ótimo mentiroso... mas meu bem... tem partes do corpo que não mentem assim com tanta habilidade. Eu não preciso menosprezar a única coisa legal e verdadeira que eu tive pra tentar fazer qualquer um se sentir melhor. Quer inflar o ego da tua menina? Vai lá.. elogia, pega ela de jeito, não ria quando ela se fantasiar, transa com ela do jeito que fez comigo (e eu não preciso citar nem enumerar fatos neh?) que tenho certeza que não haverá insegurança que resista. Agora esse tipo de comparações bestas, cara, pra alguém que diz entender tanto de mulheres, devo dizer, isso funciona muito bem com meninas. Gurias que ainda não se firmaram e precisam participar dessa disputa ridícula com outras mulheres. Mulheres de verdade sabem quem são, não precisam ser comparadas a outras pra se sentirem melhor. Mulheres de verdade sabem o que querem, o que sentem e o que despertam.

Numa conversa muito interessante ouvi coisas que não gostei, mas nas quais realmente preciso pensar. Eu cresci. Preciso aceitar e assumir isso. Gosto de ser uma pirralha em muitas coisas... e de ser um piá em outras. Me sinto bem assim, me sinto verdadeira, sem máscaras, sem me importar com o julgamento dos outros. Porém há limites. Preciso deixar de ser besta e aprender a prestar mais atenção naquilo que desperto. Entender que a maioria das pessoas é suja e baixa e que busca vantagens sempre.

Já aprendi que todos clamam por VERDADE mas pouquíssimos estão realmente dispostos a ouvir. As pessoas gostam de acreditar em mentiras. A realidade machuca... e uma forma de controlar aquilo que nos fere é acreditando que não exista.

Sei lá se no fim de tudo eu disse alguma coisa. Apenas um post para aqueles que sentiram minha falta... um post dedicado a faze-los pensar... "falta de quê? da falta de sentido"
Quer saber? Eu gosto de não fazer sentido! Estou tão cansada da previsibilidade das pessoas, da obviedade de suas mesquinharias, medos pequenos, sonhos pequenos, vidas pequenas... que me gosto assim instrumental - com uma grande diferença agora, ninguém vai cantar nem despejar notas na minha melodia. Ao menos por enquanto eu componho os solos.

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