domingo, 26 de dezembro de 2010

Insensatas alegrias

Meu peito é solo infértil. A maior parte do tempo eu gosto disso. Apesar de me sentir mais rasa do que costumava acreditar é uma proteção inconsciente e fácil. O muro que construí não exigiu suor nem dedicação, ele apenas foi se formando diante dos meus olhos enquanto eu ficava sentada na varanda olhando.
É seguro e solitário do lado de cá. Olho pro céu e nem sinto mais vontade de voar.
É hora de ser coadjuvante em outras vidas, é meu tempo de buscar "carreira solo". Mesmo que esse solo me sufoque em momentos como esse.
Hora de apelar pra família... ver um filme. Fugir um pouco de mim. Buscar mais alegrias superficiais, me contentar com o riso do palhaço, enquanto a lágrima de verdade não chega vou vivendo de risos de mentira.

sábado, 25 de dezembro de 2010

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Pedido

"- eu vou ali ajudar tua amiga, desse jeito ela vai passar a festa toda dando foras...
 - relaxa, ela sabe se defender, e tá até rindo... tá se divertindo... certo!"

Um amigo uma vez me fez pensar, ele disse tu sabe o quanto é complicado pra maioria dos caras, sair da sua roda de amigos e ir abordar uma guria totalmente estranha, sem ter a mínima idéia do que falar? Eu fui querida, com quem teve uma abordagem criativa e pouco invasiva, com os que não me dou todo o direito de mandar a puta que pariu. Sempre concordei com a visão "eu te olhei? se não... tu não tem o direito de invadir meu mundo" Mas tudo bem... meu mau humor por essas comemorações forçadas, datas marcadas no calendário em que todos tem a OBRIGAÇÃO de sorrirem e serem gentis, até me fez ser um pouco menos estúpida do que o normal. Levar 3 cantadas no caminho de casa (sendo que eu moro a 1 quadra do opinião) me fez rir. É a confirmação do "desinteressante" na testa de todo mundo. Especialmente na minha.

ATENÇÃO CARAS LEGAIS:

Não apareçam na minha vida agora - é um péssimo momento.


Estou chegando de uma open de natal, embriagada, com fome e SOZINHA. E eu quero estar assim. Mais que isso, eu PRECISO estar assim. Esse é o meu momento. É meu tempo de rever velhos conceitos, entender antigos sentimentos, me redescobrir. Só há espaço para alguns "cafas" ocasionais na minha vida, afinal, ninguém é de ferro e beijar na boca é uma delícia. Mas fora isso agora não posso. Então, por favor, não desperdicem algo que poderia ser legal pra nós dois...

e por enquanto é só pessoal!

#bemcoisadebebada

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mal do século

"Se tu souberas que lembrança amarga
Que pensamento desflorou meus dias,
Oh! tu não creras meu sorrir leviano,
Nem minhas insensatas alegrias!

Quando junto de ti eu sinto, às vezes,
Em doce enleio desvairar-me o siso,
Nos meus olhos incertos sinto lágrimas...
Mas da lágrima em troco eu temo um riso!

O meu peito era um templo — ergui nas aras
Tua imagem que a sombra perfumava...
Mas ah! emurcheceste as minhas flores!
Apagaste a ilusão que o aviventava!

E por te amar, por teu desdém, perdi-me...
Tresnoitei-me nas orgias macilento,
Brindei blasfemo ao vício e da minh'alma
Tentei me suicidar no esquecimento!

Como um corcel abate-se na sombra,
A minha crença agoniza e desespera...
O peito e lira se estalaram juntos...
E morro sem ter tido primavera!

Como o perfume de uma flor aberta
Da manhã entre as nuvens se mistura,
A minh'alma podia em teus amores
Como um anjo de Deus sonhar ventura!

Não peço o teu amor... eu quero apenas
A flor que beijas para a ter no seio...
E teus cabelos respirar medroso...
E a teus joelhos suspirar d'enleio!

E quando eu durmo... e o coração ainda
Procura na ilusão tua lembrança,
Anjo da vida passa nos meus sonhos
E meus lábios orvalha d'esperança!"

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Gaveta

Eu não sou assim. Estou assim. Estou vivendo de uma forma totalmente inconseqüente e superficial, buscando distrações tolas e algumas perigosas. Nada demais, eu sei, é uma fase. Também não vou surtar, enlouquecer dando peso demais as coisas. Só quero deixar arquivado em alguma gaveta da consciência - é passageiro. Eu não sou assim, não sou feita dessa matéria, não sei viver apenas de fugas tanto quanto sou incapaz de viver sem elas. Mas acima de tudo não sou rasa. Preciso me apaixonar, por mim, pelo meu tempo, pelo que me sobrou de vida.


Hoje as doses serão apenas de realidade.

últimos dias.

Dia quente, pestilento, sem porquê.
Não consigo nem pensar no que fazer...
Eis que de repente eu vejo tudo melhorar,
Como se eu pudesse ouvir o copo me chamar!
Vem pro bar, vem pro bar, vem pro bar!
Vem pro bar, vem pro bar, vem pro bar!
Não devo nada pra ninguém,
Bebo se eu estiver a fim.
Minha vida é minha,
E a sua que se foda!

 pra quem é chegado... negar não é mole.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Grata

E não é que meu domingo foi salvo por uma visita inesperada? Muita ceva e papo até às 9 da manhã. Uma tatoo de caneta bic na perna e a incrível descoberta que se pode dançar praticamente qualquer música com dois pra lá e dois pra cá.

#bemgostei

domingo, 19 de dezembro de 2010

domingo

Nessas horas sinto raiva de mim por não conseguir chorar

sábado, 18 de dezembro de 2010

Can't take my eyes off you

Não sei por que diabos lembrei disso!
Quer dizer... sei sim, pra não esquecer o quanto as pessoas mentem. Principalmente pra si mesmas.

Anjo de Platina.

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: 
- E daí? EU ADORO VOAR!"                                         

                                                                                                                                Clarice Lispector



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

WTF????

Em casa... levemente alcoolizada e totalmente sem sono... resolvi navegar entre blogs escolhidos pelo próprio blogger. Pensei que ele tivesse algum critério. Huahuahuahuah Que péssima mania minha achar que as coisas possuem critérios... se nem as pessoas possuem muitos.
Depois de uns 20 blogs toscos... desisti e me obriguei a essa postagem quase deprimente.

Critérios... critérios... conceitos... responsabilidades quase éticas. Quem sabe um dia eu me livro das minhas manias de achar... de querer... de acreditar... que o mundo pode não ser um bom lugar... mas aqueles que trago pro MEU mundo vão ser bem cuidados. Eles nem querem. Talvez eu não queira mais.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sad

não sei direito o porquê. simplesmente acordei assim hoje, querendo que o dia passe, que a noite cale, que o mundo gire, que a vida torne... que eu respire.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Habitando o fundo de um vulcão

que eu domestiquei... todo dia deixo o sol entrar, mas a luz não vem"

Vitor Ramil é o cara. Ele me entende nesses últimos dias. Até evito colocar suas músicas, porque quando as coloco só fecho os olhos e deixo a música refletir cada faísca de como me sinto.

".. todo dia o dia quer passar, mas o fim não vem"

Tem sido exatamente assim. Ontem comecei a testar um novo remedinho. Os médicos brincam de cobaia comigo e vou me deixando ser ratinho de laboratório... pra eles e pra mim. Andei testando alguns por conta e risco também, e posso garantir, os meus fizeram bem mais efeito.. pena que tão fugaz. Foda é acordar todo dia pensando "essa não sou eu".

"perdoa o quanto me fui do que me fiquei, por me levar, por não saber o mal que me fiz"

Agora a bronquite tem me mantido longe das minhas fugas. Tenho mergulhado em mim e meus olhos chegam a doer quando de lá consigo sair, irritados por qualquer centelha de claridade.

Superficialmente estou bem. Logo eu que sempre falei demais com os olhos... estou mudando. O que sinto é pesado demais, e resolvi deixa-lo assim, em queda livre no abismo das coisas reais.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Black Promises

Everything's moving backwards
It's been that way for so long
When all my cries like butterflies
Drift slowly Away
I can't relate to no one

Sifting through all my so called friends
Ain't what I like to do
But give or take my wreckage past
Dies slowly away
And now the battle's begun

Black promises, black promises
Face down in a hole, I'm sinkin' below
Till I face myself
I'm letting go, so on with the show
Till I face myself

Nevermind all the pity
I rattle on all the snakes I knew
I chewed the bone, got criticized
And hid all the pain
Beneath it all I still face the same face

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

São só palavras...

É... é bizarro constatar como o inconsciente não segue nenhuma lógica. "é pra entender essas coisas que estamos aqui"  Me faz rir. Não tem como entender isso. Como posso ter a audácia de ainda me revirar na cama toda noite? Como posso ainda buscar certas cenas nas gavetas da lembrança? Pior é que faço isso sem perceber, e na tragada seguinte sinto nojo de mim.
Comodismo é a palavra da vez. Ela é o reflexo da covardia. E a vida segue seu rumo... e cada um ostenta o que lhe convier. Chegou minha hora de acomodar a poeira debaixo do tapete e ostentar minha descrença e meu descaso diante de cada pequeno novo acontecimento. As pessoas tem surgido com um rótulo "desinteressante" na testa. Tudo é tão previsível, tão óbvio... e mesquinho. Queria poder esperar mais sem a certeza da frustração posterior. Queria que não fosse tão simples "medir"... ou... mais que isso... queria que ao menos não poupassem tanto a fita métrica.

... a cada passo enceno a indiferença.

sábado, 11 de dezembro de 2010

devaneios na nothing box

Às vezes eu queria poder pegar minha consciência e colocá-la em um doc de word. Apagar algumas partes inconvenientes, deixar em negrito outras... formatar e colocar de volta em algum lugar especial entre o emaranhado de conexões absurdas e ilógicas que compõem o cérebro feminino.
Meus conceitos viajam de um extremo a outro e me perco entre atitudes divergentes seguindo "a onda do momento". No fim das contas, não mudei tanto assim. Tento me convencer de algumas "verdades" por mim conhecidas a duras penas, mas simplesmente não consigo colocar todos no mesmo saco. Não consigo deixar de acreditar que algumas pessoas merecem um respeito e cuidado especial. O problema é que esse respeito fere. Não sei fazer de outra forma. Não sou boa com as palavras. Sou pior ainda com sentimentos.
Não passo de um rascunho de idéias e conceitos. Rabiscos extremamente práticos tatuados em uma essência absolutamente passional e auto-destrutiva.
E por que diabos alguém abre o peito pra um "ser" assim? Tá ai uma coisa que não consigo entender. Eu transpiro mediocridade (ultimamente é claro, não posso acreditar que foi sempre ou que sempre será assim). Estou confusa. Me reconstruindo aos poucos. Adotando idéias e ideais que só me servem para preencher lacunas que mais parecem abismos. Fujo toda noite de mim mesma. Tento manter meu consciente adormecido quase todos os dias. Me perco buscando não me encontrar por muito tempo, por mais que eu saiba que esse encontro é o que mais preciso. Vivo minha liberdade a cada segundo justamente por viver algemada em minhas limitações.


Sérgio- diz (01:18):
*aparentemente já ergueste um muro cinza ao teu redor,e o nome do muro é Descrença Desconfiada da TRISTEZA silva
Priscila diz (01:22):
*uahuahuahauhauhauhuah não ergui um muro em minha volta... pois se fosse assim apenas quem estivesse de fora não poderia enxergar através dele
*me permiti hibernar.
*praq nem eu mesma possa tomar conhecimento de mim por um tempo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desigual

E meu corpo encontrou uma forma, um tanto primária mas eficaz, de me manter enclausurada. Aproveitei pra reconhecer melhor o terreno, batizar os meus territórios, me acertar com os felinos. Mas um dia bastaria. Na verdade seria mais que suficiente e ele se encerraria já na agonia pela minha fuga preferida. Mas não. Meu corpo de deleitou no prazer de me controlar através da garganta e, por ela, me priva dos meus prazeres eventuais. Sinto corpo e consciência em um duelo absurdamente desigual.
O prazer de uma tragada nunca me despertou tamanho interesse. Claro, eu nunca me dava o tempo de desejar para depois ter.
As paredes do meu quarto de movem, aproximam-se de mim quase me prendendo em um caixão, depois recuam, lentamente, mas não voltam ao ponto inicial, ficam cada vez um pouco mais próximas, como que se divertissem com a morte lenta.
Tudo isso por ser privada de um simples querer. É assim que me perco. Sou escrava das minhas vontades e extremamente imediatista. Sei que já disse isso várias vezes, mas é frase que me define, se é que é possível definir alguém.
Enquanto isso vou buscar o equilíbrio entre dar ao meu corpo o isolamento e a prostração que ele tanto deseja e a meu âmago as fugas que ele necessita.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

retalhos

Bom, não daria pra colocar todos os acontecimentos/sentimentos relevantes dos últimos dias.
Então, bora fazer o de sempre! Vomitar frases e pensamentos aleatórios conforme forem surgindo na esperança de que algo faça sentido.

Primeiro ponto. A atração que o desprezo/indiferença/ausência causa nas pessoas, é algo que dá muito pano pra manga. Eu já havia percebido isso claramente em términos de relacionamentos, geralmente se percebe o quanto se gosta de alguém quando a pessoa se foi ou está com o pé prontinho pra ir. Mas essa coisinha bem humana de se valorizar aquilo que falta está em todos os lugares. Dos mais banais aos mais aterradores. E pra quê falar nisso? hummm ... er... sei lá. Apenas mais um ponto comum.

Ok. Next.

Covardia é a palavra da vez. Mas pela primeira vez ela me fez bem. Me senti uma gigante que se importou com uma formiga por causa de alguma ilusão de ótica maluca. Foi ótimo. A tal mentira idiota e infantil que descobri foi capaz de me afetar apenas pelo tempo em que me questionei se seria verdade. Ego ferido machuca. Depois me rendeu boas  gargalhadas. Não há dúvidas de que ele é um ótimo mentiroso... mas meu bem... tem partes do corpo que não mentem assim com tanta habilidade. Eu não preciso menosprezar a única coisa legal e verdadeira que eu tive pra tentar fazer qualquer um se sentir melhor. Quer inflar o ego da tua menina? Vai lá.. elogia, pega ela de jeito, não ria quando ela se fantasiar, transa com ela do jeito que fez comigo (e eu não preciso citar nem enumerar fatos neh?) que tenho certeza que não haverá insegurança que resista. Agora esse tipo de comparações bestas, cara, pra alguém que diz entender tanto de mulheres, devo dizer, isso funciona muito bem com meninas. Gurias que ainda não se firmaram e precisam participar dessa disputa ridícula com outras mulheres. Mulheres de verdade sabem quem são, não precisam ser comparadas a outras pra se sentirem melhor. Mulheres de verdade sabem o que querem, o que sentem e o que despertam.

Numa conversa muito interessante ouvi coisas que não gostei, mas nas quais realmente preciso pensar. Eu cresci. Preciso aceitar e assumir isso. Gosto de ser uma pirralha em muitas coisas... e de ser um piá em outras. Me sinto bem assim, me sinto verdadeira, sem máscaras, sem me importar com o julgamento dos outros. Porém há limites. Preciso deixar de ser besta e aprender a prestar mais atenção naquilo que desperto. Entender que a maioria das pessoas é suja e baixa e que busca vantagens sempre.

Já aprendi que todos clamam por VERDADE mas pouquíssimos estão realmente dispostos a ouvir. As pessoas gostam de acreditar em mentiras. A realidade machuca... e uma forma de controlar aquilo que nos fere é acreditando que não exista.

Sei lá se no fim de tudo eu disse alguma coisa. Apenas um post para aqueles que sentiram minha falta... um post dedicado a faze-los pensar... "falta de quê? da falta de sentido"
Quer saber? Eu gosto de não fazer sentido! Estou tão cansada da previsibilidade das pessoas, da obviedade de suas mesquinharias, medos pequenos, sonhos pequenos, vidas pequenas... que me gosto assim instrumental - com uma grande diferença agora, ninguém vai cantar nem despejar notas na minha melodia. Ao menos por enquanto eu componho os solos.