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Mostrando postagens de julho, 2011

aprendendo

Ontem recebi um puxão de orelha pelo abandono do blog. Como foi bom. Legal saber que algumas pessoas se divertem/distraem ao ler o emaranhado de letras e pensamentos que vou largando aqui de forma tão crua. Fui mal doutrinada na hora de escrever. Meu recanto... meu desabafo... a forma de não enlouquecer quando as paredes do quarto insistiam em me tornar claustrofóbica. A forma de tirar aquele nó da garganta de quem não sabe chorar. Mas as paredes estão paradas e claras agora. E minha garganta? Muito bem obrigada. Assim as palavras relutam... se perdem, vazias em algum lugar calmo dentro de mim. Não me acho na calmaria. Não me acho na ausência de palavras que essa tranquilidade me traz. Sem precisar de fugas... sem implorar por aquela chuva torrencial numa tarde quente. As horas passam num ritmo próprio e incoerente nesses dias. Tenho encontrado a máquina do tempo em um baldinho especial. Me sinto com 14 anos de novo... ficando "bebinha" com facilidade e rindo de qualquer c...

Rabisco

Hoje resolvi cobrir os espelhos conheço meus defeitos e eles não vão mudar, não por olhar hoje os erros serão perfeitos agora não quero proteção sem amarras, sem tempo, sem centro não importa a direção Amanhã talvez eu pare pra pensar queira voltar na ilusão do mesmo lugar a busca por antigos cenários destino de quem não gosta do que vê quando olha pra dentro quando teme o tempo Mas pior do que querer voltar os dias é manter-se inerte sem ter o que saudar.

Descaminhos

Me peguei aqui olhando... pensando... com vontade de escrever mas sem saber sobre o quê. Simples assim, estou bem. Então os pensamentos não ficam sufocando dentro de mim. Não tenho mágoas nem lágrimas contidas para converter em palavras. Não tenho gritos presos na garganta precisando de uma fenda para sair. Tenho meus medos, minhas inseguranças e ansiedades que entendo muito bem. Quem está acostumado a viver em tempestades se assusta quando vê dias de sol. Mas essas sensações não me barram, pelo contrário, estimulam ainda mais... dão um gosto novo, mais picante ao que em alguns momentos eu teria a audácia de chamar de marasmo. Voltei a sentir aquele frio na barriga, aquele aperto adolescente no peito e sem razões específicas, ele vem simplesmente pela vontade de vida. Vejo pessoas que gosto levantando de seus tombos, aprendendo com o tempo. Alguém de longe está vindo, um pedaço do meu passado virá me visitar na figura daquela que não vejo há anos e ainda amo. Outro alguém que entro...

*suspiro

E a paz reina nesse lar. As pequenas coisas ficam tão grandes e tão gostosas que a sensação é inebriante. As pequenas bobagens do dia a dia me fazem rir sozinha. Fase gostosa essa. Eu que andava sem saber de onde tirar motivação pra tudo que preciso arrumar na minha vida... e tudo que quero consertar no contexto dela, sinto essa motivação brotando de cada cantinho. De recantos da consciência aos risos de canto de boca. Obrigada aos envolvidos. Certas coisas na vida não tem preço... pra essas buscamos nossa essência.

Diversificando

Conversando com o André no face percebi o quanto estou numa fase nova. Não sou do tipo que fica olhando pro teto e pensando nos rumos que minha vida está tomando, então me encontro em conversas casuais, me conheço a cada dia ao ler /ouvir minhas opiniões... opiniões nas quais não havia parado pra pensar antes. As coisas vão se desenhando aos poucos e fazendo sentido. Ele me disse que a escassez de casamentos hoje é resultado da independência das pessoas. Vejo um abismo entre dependência e cumplicidade. Gosto de mimar... de cuidar... e gosto de ser mimada e cuidada... mas iria odiar ter que fazer algo por alguém simplesmente porque essa pessoa não consegue fazer sozinha... gera uma obrigação de um lado e uma sensação de incompetência de outro. Dependência é o alimento pra baixa auto estima. Nessa conversa vi também que apesar de não me adaptar a todos esses conceitos modernos de ficar/ficando/relacionamento aberto etc... descobri que posso fazer as coisas do meu jeito, o título tanto...

Doriana

Finalmente tenho vontade de arrumar a casa, fazer comida, bolo... sabe aquele cheirinho de casa de vó? Aos poucos tudo vai se desenhando como comercial de margarina... e por mais entediante que seja essa visão, depois de tanto tumulto ela me parece extremamente agradável. Por um tempo... é claro. Hoje me serve. Por agora está mais do que bom. Vou tentar parar de buscar problemas, defeitos... chega de supervalorizar detalhes, tirar grandes conclusões baseadas em pequenas ações. É todo o contexto que importa no fim das contas. Por mais ilusória que seja... essa paz está me fazendo bem.