aprendendo

Ontem recebi um puxão de orelha pelo abandono do blog. Como foi bom. Legal saber que algumas pessoas se divertem/distraem ao ler o emaranhado de letras e pensamentos que vou largando aqui de forma tão crua.
Fui mal doutrinada na hora de escrever. Meu recanto... meu desabafo... a forma de não enlouquecer quando as paredes do quarto insistiam em me tornar claustrofóbica. A forma de tirar aquele nó da garganta de quem não sabe chorar.
Mas as paredes estão paradas e claras agora. E minha garganta? Muito bem obrigada.
Assim as palavras relutam... se perdem, vazias em algum lugar calmo dentro de mim. Não me acho na calmaria. Não me acho na ausência de palavras que essa tranquilidade me traz. Sem precisar de fugas... sem implorar por aquela chuva torrencial numa tarde quente. As horas passam num ritmo próprio e incoerente nesses dias. Tenho encontrado a máquina do tempo em um baldinho especial. Me sinto com 14 anos de novo... ficando "bebinha" com facilidade e rindo de qualquer coisa. Liberdade gostosa essa... que por mais que eu saiba que ela cansa logo prefiro aproveitar do que ficar me preocupando com o momento que o prazo de validade chegar. Têm sido assim em tudo. Apesar de saber que muitas coisas que estou vivendo terminarão logo, isso não me deixa ansiosa... maluca... paranoica como geralmente deixaria... só dá vontade de aproveitar ainda mais já que logo acaba. Ainda estou aprendendo a me sentir assim... com as perninhas tortas e meio bambas... me agarro em alguns objetos inapropriados... caio... mas é a parte boa desse lado criança... cair... olhar pra cima e esperar pelos olhares pra decidir qual a reação... e... só tenho visto sorrisos.

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