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Mostrando postagens de dezembro, 2011

A caixa.

Um aperto no peito me tira a capacidade de dormir apesar do cansaço. Fico me debatendo na cama sem encontrar posição confortável, não é preciso muito esforço pra perceber que a falta de conforto não é causada pela cama. Fecho os olhos e quase vejo a chuva. Quase me vejo nela, correndo. Posso sentir seu cheiro e meus sentidos finalmente focados em apenas uma sensação. Até mesmo o frio me agrada. Tento imaginar uma forma de fazer a cabeça parar de correr em círculos, mas mesmo em meu devaneio o aperto no peito continua. O nome dele é ansiedade, medo, apego. O nome dele é quase covardia. Ele é feito das armadilhas que minha cabeça cria pra me sabotar. O cigarro queima no cinzeiro. Queima na minha boca... nos meus dedos... mas nada se esvai com suas cinzas. Quero gritar... abraçar... correr. Mas fico aqui, presa... imaginando a chuva.
Pequenas coisas são capazes de plantar grandes sentimentos... ou dúvidas enormes.

House

É um momento de transformações, mudanças. Não por essa baboseira toda de fim do ano... mas pelo calendário exclusivo da minha vida. É hora de cuidar mais de mim e parar de tentar colocar a vida dos outros eixos, essa distração fantasiada de altruísmo tem atrasado demais a minha vida e me feito cada vez mais frustrada. Acabo esperando reações que oscilem entre gratidão e reciprocidade mas o pendulo dos sentimentos humanos sempre vai para outros lados. "People don't change" Como preciso de mudanças chegou a hora de parar de esperar pela dos outros... e tentar fazer a minha.