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Mostrando postagens de 2013

aos meus

Tem sido um fim de ano complicado... e não lembro há quanto tempo ocorreu algum diferente nesse aspecto. A vida definitivamente ocorre em ciclos e por mais que a maioria deles não coincida com o calendário há um certo peso inconsciente nessa virada. Sei que tenho repetido muitas frases a la livros baratos de auto ajuda o que não me agrada. O que me consola é que essas frases saem despretensiosas, não sou a portadora da verdade universal, na verdade todos somos um pouco disso ao tratarmos dos problemas dos outros. É tudo muito mais simples e prático visto de fora, tão mais fácil ser coerente e racional quando não se está submerso num turbilhão de emoções. Talvez a única diferença esteja na disposição de falar e de ouvir. Mas que fique claro... isso está longe de ser altruísmo puro (o qual, pra ser sincera ainda não encontrei nenhum exemplo, mas tenho fé que exista) é apenas racionalidade. Os problemas dos outros me distraem dos meus... e dar conselhos traz uma satisfação lógica por enco...
Pra quem prefere ler súplicas e lamentos esse é dia... talvez aguardado... ou não. Sei apenas que é fato... as visualizações aqui eram bem mais intensas em momentos de crise... não é uma crítica de maneira alguma... todo mundo escreve melhor quando está sufocando em ideias e sentimentos... a mesmice e o marasmo não atraem... nem em vida, menos ainda em leitura. Cansei... cansei da vida certinha cansei dos horários cansei da rotina cansei da perfeição tangível e tosca... das idealizações tortas de quando estamos enlouquecidos e só queremos paz. Nunca gostei de paz... talvez isso seja um transtorno psicológico talvez seja só uma constante insatisfação... que quando se torna constante demais já pari outras só pra quebrar a rotina. Voltei pras minhas velhas fugas... que já não me tiram de porra nenhuma por terem se tornado lugar comum. Tenho me esforçado demais... na busca de sei lá eu o que... porque nada que venha em retorno parece ser bom o bastante. Já sei que o problema é comig...
E o que era uma pedra vai se tornando uma montanha, e não é questão de perspectiva é questão de nutrição. Comodismo e egoísmo a dieta perfeita pra encher o saco.

Ignição

Mais uma vez o abandono deste leal amigo me incomoda. Mas me faltam palavras... me falta tema. Este sempre foi meu porto seguro... meu lugar de desabafar e desabar. Aqui me fiz frágil e encontrei força em cada uma de minhas fraquezas, ao percebe-las distantes, puras e cruas. Aqui tive meu ouvinte perfeito, calmo e quieto, e mesmo quando ele foi "usado contra mim"- através de comentários cruéis- minha necessidade dele não se abalou. Essa necessidade que se abala agora, não por ele, não por mim, mas pelo contexto. O mesmo contexto que muitas vezes afasta grandes amizades. E talvez isso as faça realmente grandes amizades, pois não há relação de necessidade, é pura e simples vontade. Há troca, bem estar... não dependência. Gosto das coisas do jeito que estão. Agora basta aprender a conviver com esse gostar, já que o movimento gerado por insatisfação é de bem mais simples manutenção.
Minha total inabilidade de síntese me faz péssima em elaborar títulos. Nada demais, apenas uma constatação bastante óbvia - basta descer um pouco a página. Até aí ok, só mais uma dentre tantas lacunas que me separam de uma boa escritora. Agora qual o real distanciamento entre as palavras e a ação? O que me difere entre letras e carne? Às vezes queria poder me ver de fora, com olhos neutros e distantes, avaliar como tão pouco faço com outras pessoas simplesmente por achá-las desinteressantes, de um modo geral. Provavelmente eu seria mais uma na multidão que em nada chama minha atenção. Acho quase tudo compreensível e tão pouca coisa me surpreende que minha reação padrão tem sido o tédio. Um cenário novo. É isso.
Acabei de ler um texto muito bacana, sobre "piriguetes" e a relação inversamente proporcional entre insegurança e quantidade de roupas.  Recomendo:  http://fabiochap.wordpress.com/2013/05/06/porque-a-piriguete-nao-mexe-comigo/   muito bem escrito. Me fez pensar no que uma pessoa me disse há um bom tempo atrás " dá pra ver quando tu tá namorando pela quantidade de roupa a mais que tu usa". Sempre me senti extremamente a vontade de short, regata e coturno. Talvez isso gere impressões que tenham a ver com o número escasso de amizades femininas no meu histórico. Acho que a insegurança feminina está além da forma como ela se expressa ao se vestir, está no quanto as mulheres se importam com o que as outras mulheres vestem. Uso o que eu quero porque não me importo com o que as outras estão usando. Não ligo se a mulher com decotão está falando com meu namorado, só vou me importar se ela tentar "montar" nele de tão perto que está chegando. Essa pra mim é a pirig...
ficar louco em alguns momentos é uma necessidade básica para permanecer são.
Queria ter um apanhado geral dos conselhos que já dei. Não que eu não ouça ótimos conselhos dos outros muitas vezes, mas tenho certeza que os meus teriam um peso diferente. Provavelmente um peso lotado de ironia. Mas um tapa na cara é tudo que se precisa muitas vezes, e ninguém mais apto a me dar um tapa na cara do que eu. Não faço isso por puro medo fantasiado de preguiça. Ok mais uma pra anotar na lista de ano novo....
O silêncio era natural até eu colocar uma música. Quando ela acaba o desconforto toma conta do lugar de forma densa e rápida. Uma música foi capaz de mudar a atmosfera do lugar. A minha atmosfera.
cansada... Nada de ruim... bem capaz. Está tudo indo tão bem que assusta. Sim, ainda não sei lidar com as coisas acontecendo de uma maneira positiva e tranquila. Estranho como a palavra cansaço ganhou um sentido tão negativo. Eu queria só escrever isso "cansada" e ponto. Mas senti como se fosse impossível, só através dessa palavra, descrever como me sinto. É o cansaço puro e simples que me toma. Cansaço pela falta de ritmo... por não ser meu acordar de manhã e mergulhar em números. A vida, em si, vai muito bem obrigada.

tempo

A poeira cobre rapidamente aquilo que venho tentando arrumar. Não é o lugar dos sonhos mas aos poucos vai se tornando o meu lugar... mesmo com tanta coisa fora do seu lugar. Não gosto de nada "certinho" de qualquer forma. Está bom assim. Ou bom o bastante. Estou apenas seguindo a maré, com a consciência de que, por mais que algumas águas pelas quais eu esteja navegando agora não me agradem, a promessa do porto que escolhi logo ali. Ainda não posso vê-lo, não tenho certeza se é o porto certo, ou se ao menos o caminho certo passa por ele, mas é movimento... é objetivo. Bradei tantas vezes a falta de um que tornou-se uma necessidade sentir-me bem com a presença dele. Não sinto. Continuo não vendo como isso poderá mudar minha vida. Continuo achando muita coisa sem sentido. Mas minhas horas estão preenchidas, até demais.
Até as expectativas mais corriqueiras morrem diante do egoísmo.

buscando retorno.

Voltei a sentir falta daqui... meus ciclos... não são tão difíceis de prever afinal. Ao longo da noite tenho insights de frases bacanas ou temas sobre os quais gostaria de divagar... mas nunca estou perto do pc, deixo pra depois e o depois não chega. Ontem me disseram que eu deveria voltar, opinião de alguém que me importa somada à minha própria vontade é resolução, então, cá estou. Ainda perdida, enferrujada... os dedos não têm mais a mesma velocidade que dirá os pensamentos. Ando estanque... normal demais pra achar que algo valha a pena ser "deixado pra posteridade". "tu não te alimenta mais de melancolia" - fato. Agora preciso descobrir do que me alimento. Escrever é um ótimo exercício para descobertas, lembro das tardes que passava relendo postagens antigas, era uma viagem gostosa ao passado, coisas que me magoaram tanto pareciam tão bobas... minhas complexidades tornavam-se extremamente simples ao longo das sílabas. Sou fácil de ler no fim das contas. O gran...

meu anjo

Sabe aqueles anjos que aparecem na vida da gente? Eu tenho o meu. Não o convencional loirinho meiguinho e sem graça. Ou aquele que as guriazinhas mimadas sonham, do tipo que sempre te dá razão e te protege das merdas em uma redoma de vidro. O meu anjo já me mandou a merda inúmeras vezes e já me jurou de morte uma. O meu anjo me joga a verdade na cara sem pitada de açúcar. E é exatamente por isso que o amo. Eu tenho uma pessoa foda (e que sabe que é foda) na minha vida. E saber que essa pessoa me admira basta pra me tirar de muitas crises. Sou bem tosca em relações sociais: ótima nas superficiais e péssima quando a coisa fica séria. Sou fria e não sei demonstrar o que eu sinto, racionalizo demais. Encontrar alguém que vê além das racionalizações já é um feito. Essa pessoa ser do tipo: "vamos pro inferno? -eu levo a ceva" nem se fala. Agora somar a isso inteligência, bom humor, veracidade e uma puta bagagem emocional é ganhar na loteria. Meu anjo não sabe que é anjo, porque a...