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ensaio sobre amizade.

É apenas mais uma entre poucas e sonhadas liberdades. É se libertar das exigências da polidez... Se iria até o inferno contigo é porque sua companhia faz o lugar se tornar indiferente e porque sei que minha companhia te faz bem também. Se encaro teus problemas contigo é porque aprendo tanto com teus erros e acertos que se tornam nossos. Te digo não quando o meu querer é mais importante que o teu. Mas meu querer jamais estará acima do teu precisar... e sei que a recíproca é verdadeira. Porque a amizade sabe dosar por conhecer... jamais por educação.
E o "por fazer" continua sendo apenas uma enumeração, das vírgulas saem fumaça e o olhar não mais fita o horizonte... quem dera me contentasse em mirar uma linha inatingível na esperança de algo concreto... quem dera concreto me fosse algo mais que asfalto.
Escrevo sempre com saudade sobre o tempo que essa página clara, esperando por ser preenchida, era meu porto seguro. O amigo leal, confidente, só péssimo conselheiro, mas... afinal... ninguém é perfeito. Mentia pra mim acreditando que não mais o visitava porque a vida estava diferente, mais calma... e que eu estava mais centrada, como boa amiga ingrata o havia abandonado pois a necessidade dele havia se perdido no tempo. Mas não... continuo a mesma problemática de sempre, instável, inconstante, frustrada... continuo a mesma bagunça, mesmo sem a montanha russa. O que passou talvez tenha sido a capacidade/vontade de racionalizar ou de expor. O que passou foi a facilidade da quase felicidade e alívio diante de palavras vomitadas de qualquer jeito entre cigarros e copos de coca. O que passou foi a sensação de justificação por ser "diferente", afinal... o normal é um tédio. Não que hoje eu prefira o tédio... apenas cansei de fingir que o diferente tem necessariamente um lado...

Minha patty preferida

No alto do trago, voltando pra casa aí pelas 5 da manhã ela larga "ahhh e eu não sou Patricinha porra nenhuma!!!!". Na hora só consegui rir, mas agora posso falar: pra mim ela é patricinha sim! O meu tipo de patricinha! Não aquele estereótipo tosco que me causou ânsias a adolescência inteira, óbvio que não. Mas ela sabe se cuidar, conhece lojas legais, saca de sapatos, roupas e esses paranauês todos que me fogem. Tem um cabelo lindo, loiro, super bem cuidado, unhas dos pés e mãos sempre impecáveis e medo de insetos. Rato, barata = crise. E ela trabalha pra caralho e é ótima no que faz, e cria seu filho, toma seus tragos, fala palavrão, entende de música (e sabe muito bem do que gosta e do que não gosta) e o mais importante e óbvio de tudo PENSA. Não pretendo encaixar bonecas acéfalas em nenhuma definição que não seja a de bonecas acéfalas. Pra mim isso não é tribo, grupo social ou qualquer coisa além de peças saídas de uma linha de montagem. Minha patricinha preferida é uma m...

Nadas...

Hoje a saudade do blog veio de um jeito diferente. Aquela velha conhecida que corroía meu estômago com certa frequência em outros tempos voltou com força total. Na falta de palavra mais adequada em meu insuficiente vocabulário, me rendo ao clássico e a nomeio: angústia. Fica mais simples assim. Mais fácil que relatar todos os fatos envolvidos nesse sentimento... aquela teia familiar tão torta e com tantos lapsos preenchidos apenas por uma imaginação absurdamente utópica e extremista que divaga entre a certeza de que fiz muito bem em limar pessoas quase monstruosas de minha vida e saudade de pessoas que na verdade nunca conheci, mas que cometeram erros completamente justificáveis e alguns até provocados por mim. Não sei como terminar esse desabafo. Não há conclusão, fechamento ou até uma pergunta para ser lançada ao acaso. Não há nada a se fazer... tão mais justo seria um nada a sentir em resposta.
é tão bom quando alguém fala sobre meu antigo vício de vomitar palavras com saudade... quando me perguntam pelo blog ou se ando escrevendo... chega a dar vontade de voltar aqui... mas vejo a página em branco e a cabeça entra no clima.. não de preencher... de deixar assim. Quem diria... logo eu... sem palavras.