E o "por fazer" continua sendo apenas uma enumeração, das vírgulas saem fumaça e o olhar não mais fita o horizonte... quem dera me contentasse em mirar uma linha inatingível na esperança de algo concreto... quem dera concreto me fosse algo mais que asfalto.
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Mostrando postagens de junho, 2015
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Escrevo sempre com saudade sobre o tempo que essa página clara, esperando por ser preenchida, era meu porto seguro. O amigo leal, confidente, só péssimo conselheiro, mas... afinal... ninguém é perfeito. Mentia pra mim acreditando que não mais o visitava porque a vida estava diferente, mais calma... e que eu estava mais centrada, como boa amiga ingrata o havia abandonado pois a necessidade dele havia se perdido no tempo. Mas não... continuo a mesma problemática de sempre, instável, inconstante, frustrada... continuo a mesma bagunça, mesmo sem a montanha russa. O que passou talvez tenha sido a capacidade/vontade de racionalizar ou de expor. O que passou foi a facilidade da quase felicidade e alívio diante de palavras vomitadas de qualquer jeito entre cigarros e copos de coca. O que passou foi a sensação de justificação por ser "diferente", afinal... o normal é um tédio. Não que hoje eu prefira o tédio... apenas cansei de fingir que o diferente tem necessariamente um lado...