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quero... vou.

Quero voltar... sinto que preciso voltar... então por que essa tela, a coca cola e o cigarro não remontam a mesma atmosfera de alguns anos? Se a angústia me sente da mesma forma, se o vazio ainda se confunde com a linha branca imaginária que aos poucos luto para consumir... por que os dedos não correm frenéticos como antes? Porquês para uma página em branco não me levarão a lugar algum então qual o sentido de continuar perguntando... esses loopings que a nossa mente dá... quando começo a me questionar dessa maneira me sinto em filmes sobre viagem no tempo... ciclos eternos de "se's" sem conclusões... objetivo ou ponto final. Pode não parecer, mas até que está tudo bem. Não quero me reinventar, quero me redescobrir e é por isso que quero voltar... por isso desculpem a falta de prática... a falta de jeito... mas vou do jeito que der... esse refúgio já foi meu porto seguro, talvez meu melhor amigo, certamente o melhor ouvinte e a ponte para que eu pudesse ler meus próprios...

(in)Vente-me

Minha simples aparição por aqui já denuncia o estado de espírito. Acho que aprendi a conviver com a calmaria que tanto temia... mas não sei ainda ao certo o quanto me perdi nesse processo. Tudo que sei é que, por mais venenosa que fosse, a montanha russa me movia, viver no limite por muito tempo me definiu.... até que ultrapassei a linha, e precisei buscar paz. Encontrei, e por boa parte do tempo nela vivi, claro que não perene, não constante, mas foi o único período em que pude usar essas palavras para tratar da minha vida, sem sarcasmo. E o que fica agora? O vazio não foi embora... pelo contrário, ele ainda me consome, apenas em notas diferentes. Não me reconheço no espelho nem nos atos... busquei a página em branco, na lembrança da urgência já vivida de vomitar palavras para decifrar os próprios sentimentos... mas eles parecem cada vez mais profundos, enquanto o que se manifesta nos meus olhos, na minha pele, é uma ânsia de não sei o que, a prévia da explosão ou implosão... a minh...
Minha última postagem, mais uma prova para posteridade de meus equívocos. Nunca passei por aquele término, em relacionamentos amorosos,  em que a criatura se pergunta "pq". Fica dias, meses..  Revivendo momentos, buscando justificativas,  zapeando sentimentos como raiva, culpa, solidão...  Fico feliz por não ter namorado covardes. Meus namoros viveram e morreram com conversas francas. Já as amizades... Me pergunto o que leva alguém a ser tão leviano... Preferir se afastar, evitar confronto... Entendo essa postura com pessoas neutras na tua vida, ok, elas não valem o transtorno...  Agora quem segurou tua barra quando tudo que tu sabia fazer era chorar, segurou tua mão,  teu copo,  tua onda, teu cabelo... Por mais de ano? Ou quem dividiu ap ctg, contas, desabafos de madrugada... Tenho tantas histórias dessas que espero rir um dia por não ter percebido antes quão simples e patético seria reconhecer e evitar essas armadilhas.  Tenho tantas histórias...